quarta-feira, 17 de junho de 2015

O Retorno, com força e vigor

        Estivemos fora da rede por motivos meramente técnicos, agradecemos pela compreensão de todos os que nos seguem e aos que nos visitam, o objetivo do nosso blog é levar informações e conhecimento maçonico para os Ir.: , e para aqueles que desejam conhecer a maçonaria.
        E que o G.:A.:D.:U.:  nos proteja .
        Um T.:F.:A.:


atenciosamente

Ir.: Cícero Carvalho

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012


INFORMATIVO BARBOSA NUNES

JOÃO PEDRO, SINHÁ ANINHA E O MAÇOM EURÍPEDES BARSANULFO JUNQUEIRA

Artigo 98 do Grão Mestre Barbosa Nunes publicado no Jornal Diário da Manhã, edição de 22 de dezembro de 2012.


O artigo número 20, publicado em 12 de junho de 2011, intitulado “Cláudio das Neves doou seu corpo a serviço da ciência”, foi motivador para continuar escrevendo. A mensagem do conhecido escritor, folclorista, autor de trovas e letras musicadas por artistas famosos, Waldomiro Bariani Ortêncio, transmitiu-me: “continue escrevendo e fazendo história, relembrando e fazendo relembrar o passado”.
Aproximando-me do artigo 100, este é o de numero 98, enfoco uma história de família no seu conceito mais puro e significativo, que é o da união e trabalho.

Na década de 20, João Pedro Junqueira, plantador de café na região de Franca, onde nasceu, deixou seu ninho com a companheira “Ana”, que veio ao mundo em Cristais Paulista, conhecida e chamada por “Sinhá Aninha” e mais quatro filhos.
Chegou integrando um grupo de paulistas atraídos pelas boas terras e cultura do café, indo inicialmente para a zona rural de Inhumas. Os filhos, Sebastião, Nair, Maria e Benedito, foram acrescidos de mais quatro que nasceram em Goiás nasceram Eurípedes Barsanulfo Junqueira, João, Zilá e Carolina. Vivos hoje, Eurípedes e Benedito, este com 90 anos.

Aqui chegando, João Pedro Junqueira adoeceu e foi desenganado. Procurou assistência espiritual e foi curado pelo médium Eurípedes Barsanulfo, farmacêutico radicado na cidade de Sacramento, Minas Gerais. A partir daí passou a ser praticante da Doutrina Espírita, dando o nome do seu mentor espiritual, ao filho que nascera logo após sua cura, Eurípedes Barsanulfo Junqueira.
Eurípedes foi alfabetizado no grupo escolar José Fernandes Valente, distrito de Nerópolis. Cidade em que seu pai iniciou vida pública no Cartório de Registro Civil e de Notas, também em cargo idêntico, na cidade de Uruana, onde foi sepultado em 1957. Todas as nomeações de João Pedro Junqueira foram feitas pelo governador Pedro Ludovico Teixeira, de quem era amigo.

Eurípedes Barsanulfo Junqueira lembra com muita emoção da professora Maria Fleury Curado, esposa do coletor estadual de Nerópolis, Orlando Augusto Fleury Curado. “Encanto de pessoa, dedicava muito carinho a seus discípulos”. Lembra com muita saudade de sua paciência ao ensinar a escrever com a mão direita, pois é canhoto.
Iniciou sua atividade política ainda muito jovem, militando na política estudantil e liderando movimentos reivindicatórios no Colégio Municipal de Anápolis, onde foi presidente do Grêmio Literário Castro Alves. Fundou junto com seus colegas a biblioteca homenageando uma das mais ilustres figuras humanas de Anápolis, João Luiz de Oliveira. Foi diretor do departamento de água e esgoto e secretário municipal de Carlos de Pina.

Na sequência prestou seus serviços às administrações de Hely Alves Ferreira, Jonas Duarte e Raul Balduíno de Souza. Foi diretor do Colégio Estadual José Ludovico de Almeida, no governo de Mauro Borges Teixeira.

Em 1972 não teve êxito como candidato a prefeito de Anápolis. Assumiu a Secretaria Estadual da Administração do Estado de Goiás no governo de Leonino Caiado. Exerceu o cargo de prefeito municipal de Anápolis por nomeação, à época, área de segurança nacional. Depois de um longo período ausente voltou no governo Ary Ribeiro Valadão, assumindo a Procuradoria Geral de Justiça. Encerrou sua vida política candidatando-se a Deputado Federal, quando ficou na 3ª Suplência.

Na iniciativa privada e social, foi presidente do Sindicato Rural de Anápolis, fundador e presidente da Cooperativa Agropecuária de Anápolis e da Cooperativa de Crédito.

É titular há longos anos do 2° Cartório de Registro de Títulos, Documentos e Protestos de Anápolis, com expediente diários.

Em 1960 Moacir Salles e José Roriz de Paiva, o levaram para o Rotary Clube, onde permanece até hoje, exercendo o cargo de governador de 1993 a 1994.

Na maçonaria iniciou em 1958, na Loja “Lealdade e Justiça”. Ocupou todos os cargos, chegando a ser Venerável por dois mandatos seguidos e no Grande Oriente do Estado de Goiás, foi Grão-Mestre Estadual no período de 1979 a 1983. É portador da maior comenda que um maçom pode receber, Comenda D. Pedro I, por direito concedida a maçom que ultrapassa 50 anos de atividade ininterrupta e tenha prestado relevantes serviços à comunidade.

Lembra que seu pai João Pedro Junqueira, foi homenageado, com o seu nome intitulando uma Loja Maçônica fundada em junho de 1982, “Loja João Pedro Junqueira”, de Anápolis, grupo de maçons que representa na Manchester Goiana, uma atividade social altamente ativa e de conceito reconhecido, Loja que é presidida pelo Venerável Mestre Osmar Ferreira Maia.

Pelo doutor Brasil Xavier Nunes maçom e espírita praticante, João Pedro Junqueira foi levado a doutor Brasil e Oscar Louzada, iniciando sua vida maçônica na Loja “Lealdade e Justiça”, em 1941.

Diz que em sua juventude observava a convivência dos maçons, sempre com muita amizade e fraternidade. A vida de Eurípedes Barsanulfo Junqueira deveria ser contada em um livro, aqui sintetizamos em alguns pontos.

Pelo Rotary e pela maçonaria esteve em vários países. Pessoas que muito o impressionaram. Luiz Caiado de Godói, Waldemar Borges de Almeida, Moacir Salles, José de Lima Júnior, Henrique Maurício Fanstone.

Conheceu e dialogou no Brasil, Américas, Europa, Ásia e África, com os mais diversos representantes e dirigentes do Rotary Clube Internacional, como Viriato Correia da Costa, Roberto Barth, Bill Hunttley, Herbert G Brawn, Luis Vicente Giay, Glen W Kinross, James Lacy, Carlo Ravizza, Frank Devlyn, Richard King, Bhichai Rattakul, Jonathan Majiyabe, Glenn Estess Sr., Carl-Wihelm Stenhammar, Willian Boyd, Wilfrid Wilkinson, Dong Kurn Lee, John Kenny, Ray Klinginsmith, Kalyan Banerjee.

Sobre seus amigos Jair Assis Ribeiro, Moacir Salles e Rubens Carneiro, declara: “Foram sóis que iluminaram meu caminho na maçonaria, meus guias, meus lideres e meus orientadores, irmãos e amigos de verdade”.

Entre os homens públicos que conheceu e com quem conversou destaca como figuras do maior relevo Juscelino Kubitschek, Israel Pinheiro, Bernardo Sayão e Hernesto Silva.

De olhar solto e descontraído, solta a voz mansa e pacífica, resignado expressa: “O meu tempo, já bem longo, registra várias fases do calendário da minha vida, inúmeras destacadas no meu coração, junto com meus filhos Dênis, Eurípedes Júnior, Eugênio (in memória), Frederico e Vitor Augusto”. Considera-se realizado aos 79 anos de idade, pois nasceu em 20 de dezembro de 1934. Na sua alma estão marcadas inesquecivelmente suas maiores tristezas. Perda do seu pai, João Pedro Junqueira, em 1957 e seu de filho Eugênio.

Tristezas suplantadas pela maior alegria da sua vida, quando casou-se Geny Dias Junqueira.

Para a família sinaliza a necessidade de manter acesos os sentimentos cristãos, com fé e esperança nos dias que virão, para que o horizonte da juventude seja o mais amplo possível, pois do seu progresso e do seu aperfeiçoamento depende o sucesso futuro da sociedade.

Barbosa Nunes, advogado, ex-radialista, delegado de polícia aposentado, professor e Grão Mestre da Maçonaria Grande Oriente do Estado de Goiás –

 Postado pelo Ir.: Cicero Carvalho

 

 

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

   INFORMATIVO BARBOSA NUNES
FALO DA MACONHA
Artigo número 91 do Grão Mestre Barbosa Nunes publicado no Jornal Diário da Manhã dia 03 de novembro de 2012.
Nesses 16 últimos anos tenho me dedicado ao trabalho de prevenção primária ao uso de drogas. Produzi a revista/pesquisa intitulada “Maçonaria a Favor da Vida – Contra as Drogas”, e novamente editada pelo Grande Oriente do Brasil e com apoio do Grão Mestre Geral Marcos José da Silva, encontra-se em circulação em todo o país. A quem me solicitou, fornecendo endereço para encaminhamento, já estou fazendo e aos demais que se manifestarem, terei o prazer de remetê-la. É um trabalho que adquiriu conceito de “Marca de Credibilidade da Maçonaria Brasileira”.
Na página 31, apresento a classificação das drogas em “depressoras, estimuladoras e perturbadoras”. Nesta última em primeiro lugar a “maconha”. Assim detalho esta droga que interfere no funcionamento do cérebro. Com esta informação defino inicialmente o que são drogas perturbadoras.
São drogas que alteram o senso-percepção e o pensamento, fazendo com que o cérebro passe a funcionar de forma desordenada. São também chamadas de alucinógenas, com os usuários podendo desenvolver distúrbios alucinatórios (ouvir vozes, ver imagens) e delirantes (manias de perseguição, ter delírios e ideias de grandiosidade).
Escrevi neste espaço disponibilizado pelo Diário da Manhã, em 25 de junho de 2011, o artigo intitulado “Quem me garante que não haverá marcha da cocaína e do crack no Brasil?”, referindo-me à “Marcha da Maconha”. Movimento que aconteceu com a permissão do Supremo Tribunal Federal, embasado no posicionamento “nada se revela mais nocivo e perigoso que a pretensão do Estado de reprimir a liberdade de expressão, principalmente de ideias que a maioria repudia. O pensamento deve ser sempre livre”. Acrescentando ainda, surpreendentemente que a Marcha não representa “o enaltecimento de porte para consumo e do tráfico de drogas ilícitas”.
Ora. Nesta mesma tese nós teremos muito em breve a “Marcha da Cocaína e do Crack”. Será que a marcha não foi incentivo, não foi uma propaganda e uma defesa para demonstrar que a maconha é inofensiva?
Na última edição de 31 de outubro, a “Revista Veja”, estampa em sua capa: “Maconha: As novas descobertas da medicina cortam o barato de quem acha que ela não faz mal”. No texto da reportagem, por cientistas, médicos e estudiosos, conclui-se: “O atual liberalismo em torno do consumo da drogas está em descompasso com as pesquisas médicas mais recentes. As sequelas cerebrais são duradouras, sobretudo quando o uso se dá na adolescência”.
Na mesma reportagem: “Na contramão da liberalidade oficial, legal e até social com o uso da maconha, a ciência médica vem produzindo provas cada dia mais eloquentes, de que a fumaça da maconha faz muito mal para a saúde do usuário crônico – quem fuma no mínimo um cigarro por semana durante um ano. Fumar na adolescência, então, é um hábito que pode ter consequências funestas para o resto da vida da pessoa. Aqueles cartazes das marchas que afirmam que “maconha faz menos mal do que álcool e cigarro” são fruto de percepções disseminadas por usuários, e não o resultado de pesquisas científicas incontestáveis. Maconha não faz menos mal do que o álcool ou cigarro. Cada um desses vícios agride o organismo a sua maneira, mas, ao contrário do que ocorre com a maconha, ninguém sai em passeata defendendo o alcoolismo ou o tabagismo. Diz um dos mais respeitados estudiosos do assunto, o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, da Universidade Federal de São Paulo: “Encarar o uso da maconha com leniência é uma base equivocada, arcaica e perigosa”.
Junto com o extraordinário maçom, cientista e pioneiro Jamil Issy, que explicou durante toda sua vida, que o uso da maconha é desastroso. Com Maria Sônia França, do Grupo Amor Exigente, historiadora e professora que a cada dia está mais preocupada com a ideia que muitos pais aceitam, de que a maconha não faz mal, estamos registrando em nossa publicação, desde 15 anos atrás e agora reafirmando, na página 37, da revista/pesquisa.
“Apesar de existir aqueles que defendem sua liberação, a maconha não é droga inofensiva, pois causa sérios prejuízos à saúde física e psicológica dos seus usuários. Seu efeito leva o usuário a um estado de isolamento interior, com o círculo de amizade restrito aos “companheiros”. É uma droga que desmotiva para o viver, o conhecer e o criar. Outro efeito possível atribuído à maconha é a diminuição do número de espermatozoides do homem, podendo levar a esterilidade. O THC, princípio ativo, tetrahidrocanabinol, é a substância que atua no cérebro”.
A ciência afirma que há perigos na composição química da maconha, que o THC é potente, que os efeitos dele se localizam no cérebro, pulmões, fígado e órgãos de reprodução e que há potencial efeito cancerígeno na fumaça da maconha, com efeito destrutivo sobre a memória e a aprendizagem.
Em todo mundo é uma das primeiras, senão a primeira droga após o álcool, a ser usara pelos jovens. O adolescente que não usar maconha, dificilmente irá usar outra droga ilícita, como cocaína, heroína e outras. Se usar estará mais próximo de outras, pois a maconha é um degrau, no qual o usuário dificilmente ficará estacionado. Pelo grupo que frequenta, pela proximidade com outras substâncias, estará mais propenso a subir outros degraus do uso e abuso, nos quais encontrará diferentes drogas.

Ao amigo leitor que me distingue com sua qualificada leitura, disponibilizo minha revista que encaminharei sem nenhum ônus, para que ao lê-la, bem como outras publicações, possamos compreender juntos o que é a “maconha”, na dependência de drogas, o alcance do problema e a falsidade dos pregadores que alardeiam que é leve e inofensiva.
Concluo, conclamo e peço uma atenção especial com relação à maconha, no sentido de conhecer o seu perigo. Conscientizemos filhos, netos e outros jovens, do seu poder destrutivo para a saúde e encerro com a declaração de um dos mais renomados psiquiatras do país, paulistano Valentim Gentil Filho, dada na mesma reportagem da ”Revista Veja” a que me refiro anteriormente:
“Com a maconha a história é outra. É a única droga a interferir nas funções cerebrais de forma a causar psicoses definitivas, mesmo quando seu uso é interrompido”.
Barbosa Nunes, advogado, ex-radialista, delegado de polícia aposentado, professor e Grão-Mestre da Maçonaria Grande Oriente do Estado de Goiás.

Editorial Ir.: Barbosa Nunes
Postado pelo Ir.: Cicero Carvalho




  INFORMATIVO BARBOSA NUNES
COMENDA JAIR ASSIS RIBEIRO É NACIONALIZADA

Artigo 94 do Grão Mestre Barbosa Nunes publicado no Jornal Diário da Manhã, edição de 24 de novembro de 2012.

Dos 34 anos de minha vida dedicados à maçonaria goiana e brasileira, a maior emoção sentida foi a de receber o Título de Membro Honorário da Loja Maçônica “Comércio e Artes” n° 0001, Primaz do Brasil, fundada em 15 de novembro de 1815, berço da Independência.
A proposição foi do médico carioca e companheiro de longa data do “Programa Maçonaria a Favor da Vida – Contra as Drogas”, maçom Robinson Botelho, aprovada por unanimidade do quadro, recebida por mim no dia 26 de setembro de 2011, encontrando-me acompanhado de mais 64 maçons goianos, em sessão presidida pelo Venerável Abramo Scarlato, acontecida no tombado marco histórico da maçonaria brasileira, Palácio do Lavradio.
Retornei agora no dia 19 de novembro, participando da comemoração dos seus 197 anos, com os preparativos já em andamento, para a marca de 200 anos. Fomos recebidos, Marcos José da Silva e eu, por mais de 80 integrantes da maçonaria fluminense, quando a Comenda “Jair Assis Ribeiro”, criada em Goiás, foi nacionalizada e solenemente entregue pelo Grão-Mestre Geral, aos integrantes da Loja “Comércio e Artes”, na pessoa do Venerável Abramo Scarlato.     
Momento da entrega da Comenda do Mérito Maçônico Jair Assis Ribeiro



Fiquei muito emocionado, mas também realizado, pois naquele momento entrelaçavam-se “Gonçalves Ledo e Jair Assis Ribeiro”, em minha opinião os dois maiores vultos do Grande Oriente do Brasil.
Tive a honra de servir à administração, como Conselheiro Federal e ministro do Supremo Tribunal Federal Maçonico e conviver com o mais importante maçom do século XX, grande construtor material da maçonaria goiana e brasileira, Jair Assis Ribeiro. Mais ainda, grande construtor espiritual que irradiou paz, fraternidade e harmonia. Grande homem. Merece todas as homenagens. O seu nome está gravado no título da sede do Grande Oriente do Brasil, em Brasília, como Palácio Jair Assis Ribeiro, proposta do Deputado Federal Maçônico Vandryl de Assis Oliveira e sancionada pelo atual Grão-Mestre Geral, Marcos José da Silva.
A Loja “Comércio e Artes” 0001, foi local de planos e decisões, com a participação de Gonçalves Ledo, maçom liberal e dotado de forte patriotismo. Contou com as camadas populares urbanas, buscando não só a Independência, mas também a democratização da sociedade brasileira. Gonçalves Ledo foi líder incontestável da maçonaria, exercendo enorme prestígio perante a opinião pública através da imprensa. Iniciado na maçonaria em Portugal, regressou ao Brasil trazendo no bolso um diploma de maçom e no cérebro a ideia de liberdade, igualdade e fraternidade, materializada na organização e fundação da Loja “Comércio e Artes”, centro da propaganda liberal do Brasil.
Aqui no Diário da Manhã, Opinião Pública, único espaço da imprensa brasileira que disponibiliza caderno para que o povo se manifeste, e eu o faço com satisfação, mas com muita responsabilidade e respeito, integrado nos conceitos que emito. Em 25 de agosto de 2012, escrevi o artigo “Gonçalves Ledo: um injustiçado”. A verdade é que ele foi o grande articulador do movimento de Independência do Brasil, embora a história registre José Bonifácio de Andrada e Silva como “Patriarca da Independência”.
A lápide de mármore exposta no portal de entrada do Palácio do Lavradio, registra:
“Fundada em 15 de novembro de 1815 sob os auspícios do Grande Oriente de Portugal, a Loja “COMÉRCIO E ARTES” teve seus trabalhos interrompidos em virtude das perseguições desencadeadas por motivo das revoluções de 1817 em Portugal e Pernambuco, tida como obra dos pedreiros livres que, nessa ocasião, em um como outro reino, pagaram forte tributo de sangue. Reavivados os seus trabalhos em 4 de novembro de 1821, tornou-se o centro do esforço patriótico em favor da emancipação política de nossa pátria. CÉLULA MÁTER DA MAÇONARIA BRASILEIRA, do seu corpo se formaram por cissiparidade as duas outras Lojas Metropolitanas, “União e Tranquilidade” e “Esperança de Nictheroy", em 21 de junho de 1822, para a constituição do Grande Oriente do Brasil.
E, ao comemorar os seus cem anos de sua gloriosa existência, mandaram a sua administração gravar nessa lápide em rápidos traços as principais etapas de sua vida para edificação dos contemporâneos e memória aos pósteros em 15 de novembro de 1922.
Reinaugurada a Lápide de Fundação da Loja “Comércio e Artes” – Primaz do Brasil n° 0001 do Grande Oriente do Brasil, no Palácio Maçônico do Rio de Janeiro, Rua do Lavradio, 97, em 29 de abril 1984, na gestão do Grão-Mestre Geral, Irmão Jair Assis Ribeiro e Venerável Mestre, Irmão Armando Monteiro Pires”.
O Orador da sessão de 19 de novembro deste ano, Fábio Santoro, muito bem se expressou em pesquisa histórica sobre Gonçalves Ledo e “O Dia do Fico”.
Minha gratidão a todos que me receberam no Rio de Janeiro, com atenção especial de Harley Correia, Alberto Coelho, Marcelo Hollanda, Marcos Acildo, Ricardo Moreira e Aníbal Ayalla. A maçonaria goiana está honrada em ter a memória de Jair Assis Ribeiro perpetuada, passando a ser integrante de uma história iniciada em 15 de novembro de 1815, estando ao lado de um intelectual, jornalista, político e vibrante, Joaquim Gonçalves Ledo.
Gonçalves Ledo nascido em 11 de agosto de 1781 na cidade do Rio de Janeiro, faleceu na cidade de Sumidouro, interior do mesmo estado em 19 de maio de 1847.
Jair Assis Ribeiro, nasceu em Estrela do Sul, Minas Gerais, em 21 de dezembro de 1926 e faleceu em Goiânia em 1° de agosto de 2008, iniciado na Loja “Capitular União Araguarina”, de Araguari, Minas Gerais, em 31 de maio de 1949. 
Duas vidas em séculos diferentes, mas vividas pelo bem da humanidade.
Barbosa Nunes, advogado, ex-radialista, delegado de polícia aposentado, professor e Grão Mestre da Maçonaria Grande Oriente do Estado de Goiás.


Informativo GOEG- Ir.: Barbosa Nunes
Postado pelo Ir.: Cicero Carvalho

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BANCADA FEDERAL APOIA


         A Bancada Federal Maçônica de Goiás em reunião no dia 10 de novembro, presidida pelo Coordenador, Deputado Lindolfo Canedo Machado, recebeu a visita do Soberano Grão-Mestre Marcos José da Silva e do Grão-Mestre Estadual Barbosa Nunes.
         O Coordenador, Deputado Lindolfo Canedo Machado, ao usar da palavra explicou o posicionamento da quase totalidade dos Deputados goianos, favoráveis aos Irmãos Marcos José da Silva e Barbosa Nunes e solicitou ao Deputado Múcio Bonifácio que fizesse a leitura da Moção de Apoio, que foi imediatamente assinada por 29 Deputados presentes, com posteriores assinaturas que serão solicitadas até a sessão da Assembléia Federal em Brasília, para então ser o documento entregue oficialmente.
         Assinaram a Moção de Apoio: Waldi Martins Simão, Jamar Urias Mendonça, Álvaro Monteiro, Vero Aldo Campelo, Washington de Souza Araujo, Saint Clair Tolentino de Sousa, Jales Alves Gomes, Raimundo Pereira da Silva Filho, José Ferreira de Paiva, Zanderlan Campos da Silva, João Pessoa de Souza, Jacinto Augusto de Moura, Nelson Gondin Oliveira Neves, Jayme Luiz Pereira, Amélio Leão de Sousa, José Ricardo Roquette, Neury José Ferreira, Jesus Filho Borges, Hekel Borges Aguiar, Eugênio Willians Gonçalves Santana, Antonio Maria da Costa Araújo, José Walter Carvalho, Lindolfo Canedo Machado, Iron Dias de Lima, Silas Augusto de Souza, Rogers Fernandes Teixeira, Marcos Terra Iacovelo, Geraldo Hermenegildo Pinto e Maurinho Mota Leite.
         A relação está aberta e de posse do Coordenador Lindolfo Machado Canedo, que está colhendo apoio dos Deputados Goianos e de outros Estados, que estão convidados a colocarem suas assinaturas no documento da Bancada Goiana.


Editado pelo Ir.: Barbosa Nunes
Postado pelo Ir.: Cicero Carvalho

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

PELA AÇÃO OU PELA OMISSÃO,

 INFORMATIVO BARBOSA NUNES


PELA AÇÃO OU PELA OMISSÃO,
SOMOS ARQUITETOS DO FUTURO
Artigo do Grão Mestre Barbosa Nunes publicado em 28.02.2012
           Através de frases curtas, objetivas, comunicativas e de fácil interpretação, leva-se a mensagem com maior conteúdo. Frase é uma reunião de palavras que formam um sentido completo. É uma sentença curta e direta. A frase atravessa séculos e milênios, quando feita e inspirada na sabedoria. Registro neste artigo uma primeira frase produzida antes de Cristo. Hoje, mais do que nunca, deveria ser para o homem público de boas intenções e para o cidadão de uma maneira geral, guia para o seu comportamento.
Mas diante dos acontecimentos que vêm ocorrendo na sociedade brasileira, em todos os poderes públicos, privados, religiosos e outros, é uma frase assustadora e muito mal recebida. Em época do regime militar era, inclusive, frase perigosa para quem a proferia.
Há 2065 anos, exatamente no ano 55 a.C., Marcus Tullius Cícero, poeta, filósofo, senador, uma das mentes mais versáteis da Roma Antiga, orador impressionante, advogado de sucesso e apreciado, principalmente pelo seu humanismo, trabalhos filosóficos e políticos, disse a seguinte frase:
“O orçamento nacional deve ser equilibrado. As dívidas devem ser reduzidas. A arrogância das autoridades deve ser moderada e controlada. Os pagamentos a governos estrangeiros devem ser reduzidos se a nação não quiser ir à falência. As pessoas devem, novamente, aprender a trabalhar, em vez de viver por conta pública.” Em outra e curta frase resumiu: “O maior estímulo para cometer faltas é a esperança de impunidade.”
Sobre a impunidade muitas afirmativas conjugam todo o pensamento com Cícero, senão vejamos.
De Marquês de Maricá, pseudônimo de Mariano José Pereira da Fonseca, político carioca, que nasceu e viveu no Rio de Janeiro entre 1773 a 1848: “O sistema de impunidade é também o promotor dos crimes.”
“O problema fundamental é a impunidade, que criou um tipo de cultura.” Mário Covas, senador e governador de São Paulo, falecido em 22 de janeiro de 2001.
“A impunidade gera audácia dos maus.” Carlos Lacerda, governador do Rio de Janeiro, falecido em maio de 1977.
Ainda do Marquês de Maricá: “A impunidade tolerada pressupõe cumplicidade.” “A impunidade promove os crimes, e de algum modo os justifica.” “A impunidade é segura, quando a cumplicidade é geral.”
Quando a corrupção na vida pública brasileira vai tornando-se natural; quando estamos na perspectiva, até já antecipada, de que crimes como o mensalão estarão prescritos em 2013 e os seus julgadores não terão o tempo, segundo se anuncia, de lerem as centenas de milhares de páginas; quando a Suprema Corte da justiça brasileira não se define, empatando um julgamento de posse de um senador que já foi alvo de muitos escândalos, deixando para um só homem iluminado e de “sabedoria divina”, decidir pela justiça e verdade, nós ficamos perplexos e atônitos, não tendo a certeza para onde estamos indo.
Corrupção e impunidade estão juntas. Muitos acreditam que os corruptos flagrados pela Polícia Federal, Ministério Público e jornalismo investigativo, são dignos de piedade.  Constrangedoramente aparecem na TV, jornais, ora chorando, ora dizendo que são perseguidos pela imprensa, também afirmando que, são articulações de adversários políticos e outro, fazendo declaração idiota e falsa à presidente da República, tentando comovê-la para mantê-lo no cargo.
A moralidade no serviço público está melhorando. A presidente Dilma Rousseff, como não permitiu em outros casos, continuará sendo rigorosa e não permitirá que o orçamento de um ministério específico para socorro, sobretudo, em tempos de seca ou de excessivas chuvas, seja carreado para um só estado, com fins políticos, enquanto outros estão se derretendo e sepultando vivos, muitos dos seus habitantes.
O povo acredita, daí decorrendo o seu alto índice de aceitação, que a presidente Dilma não se afastará, pela sua história pessoal, do combate à corrupção.
Corrupção e impunidade, fatores que caracterizam a cultura brasileira. Se não tivermos alterações em nossas leis e no sistema de fiscalização pública, a impunidade continuará acelerando o crescimento da estatística criminal. Estamos chegando, se não houver paradeiro, ao ponto previsto pelo maçom, jurista, escritor e político brasileiro, Rui Barbosa, quando em discurso intitulado historicamente de “Oração aos Moços”, pronunciado como paraninfo da turma de 1920, da Faculdade de Direito, do Largo de São Francisco, em São Paulo, disse: “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.”
Neste artigo, trazendo o exemplo de Cícero para a atualidade, citei frases de brasileiros enfocando corrupção e impunidade. Não esperançoso, mas certo que os profissionais do sistema de segurança em Goiás, Polícias Civil e Militar, estão reforçados e motivados por terem assumido recentemente os seus comandos, a delegada Adriana Accorsi e o coronel Edson Costa Araujo. Com ela, profissional competente, comunicativa e primeira mulher a assumir a direção geral, integrei reuniões voltadas para os direitos humanos e o problema de drogas. O coronel Edson Costa Araujo é homem probo, humano, profissional sério e maçom que honra nossa instituição em Goiás. Cumprimentamos o governador Marconi Perillo pelas duas designações.
O Comandante da Polícia Militar de Goiás, em suas repetidas afirmativas à imprensa e ao Jornal Opção, (edição de 8 de janeiro), fez a seguinte declaração: “A corrupção vem trazendo consequências danosas. Vemos os pináculos da República sendo atingidos de forma violenta. Isso não nos deve assustar pelas figuras atingidas, mas pelo patamar que alcançou. O Brasil precisa fazer uma reflexão profunda sobre a questão ética e moral para podermos realmente passarmos o país a limpo.”
Parabéns doutora Adriana Accorsi e coronel Edson Costa Araujo pela missão de relevância assumida e que nós goianos confiamos e estamos mais seguros, especialmente, na repressão que deve ser cada vez mais intensa ao tráfico de drogas e ao uso do álcool por pessoas que conduzem veículos.
Estou há 15 anos no trabalho de prevenção ao uso de drogas, via Programa Maçonaria Contra as Drogas – A Favor da Vida, instituído em 1997, junto com José Ricardo Roquette e as orientações de dois seres humanos referenciais que precisam mais reconhecimento da família goiana. Professora Maria Sônia França e o saudoso e inesquecível Jamil Issy.
Com eles aprendi muito e transmito neste momento em que todos se voltam para o problema do crack e na recuperação dos usuários, de que esta ação é importantíssima, por isto, acredito e espero para brevemente, a instalação de vários Credeq (Centro de Recuperação de Dependentes Químicos), que o governador Marconi Perillo, em recepção aos maçons no mês de dezembro, reafirmou de que 3 centros serão instalados em 2012. Outra ação importante é a repressão ao tráfico na extensa fronteira de milhares de quilômetros com Bolívia, Peru e Colômbia, portas de entrada e trânsito da cocaína.
Mas acima destas duas providências está a mais importante, a prevenção. E esta prevenção, lamentavelmente encontra omissão da família, pois o mal dos nossos dias é o desequilíbrio das relações familiares, produzindo jovens vazios e desorientados. Estamos vivendo em um ambiente social profundamente incentivador ao uso de drogas, a começar no interior das famílias, que cultuam a álcool em todas as suas comemorações e tristezas.
Provado está que o usuário do crack não o faz como primeira droga que experimenta, mas sim iniciando pelo álcool, muitas vezes em ambientes e festas familiares. Se a família não investir na prevenção ao uso de drogas, sendo exemplo dos pais para com seus filhos e se prioridade não houver dos poderes públicos na ponta, antes do uso, da experimentação, embora com repressão e tratamento, a situação se agravará. Na verdade a prevenção é um trabalho junto ao não usuário, para que ele não se torne dependente. Este é o caminho maior, a melhor forma de defesa de nossa juventude.


Autor:
Barbosa Nunes, advogado, ex-radialista, delegado de polícia aposentado, professor e Grão Mestre da Maçonaria Grande Oriente do Estado de Goiás – GO.

Postado pelo Ir.: Cicero Carvalho

Por que sai da Maçonaria?

Meus Caros Glebnautas

Recebi de diversos Irmãos e compartilho com todos vocês para nossa reflexão.

Um fraterno abraço.

Itamar Assis Santos
Grão-Mestre 



Saí da Maçonaria  porque era curioso em saber o que se passava lá dentro, quando eu estava fora, e depois de iniciado vi que não tinha graça nenhuma.

Saí da Maçonaria porque muitas vezes via os Irmãos com mais tempo de Ordem do que eu se auto vangloriar por que tinham mais tempo de casa.

Saí da Maçonaria porque me Irritava ver Irmãos chegando atrasado à Sessão.

Saí da Maçonaria porque via Irmãos disputando qual rito era mais bonito e importante.

Saí da Maçonaria porque via Irmãos nos reparando outros, que vinham para
Sessão com o terno amassado, sapato sujo ou de balandrau.

Saí da Maçonaria porque os Irmãos Faltam demais às Sessões.

Saí da Maçonaria porque via os Irmãos muito mais preocupados com o segundo tempo do que com a Sessão.

Saí da Maçonaria porque ela vive de passado, e não de presente e futuro.

Saí da Maçonaria porque a culpa de todas as falhas é do Grão Mestre, e do Venerável Mestre.
Saí da Maçonaria porque via muitas fofocas entre os Irmãos.

Saí da Maçonaria porque Irmãos vão a Sessão satisfazerem suas vontades, e nunca se oferecem a ajudar ninguém.

Pensando Bem:

Não vou sair da Maçonaria, porque a Ordem é iniciática e os passos seguintes devem ser dados por mim, e para ela não ficar sem graça eu também devo ser motivo de inspiração para meus Irmãos.

Não vou sair da Maçonaria porque eu também fui incrédulo quando me vangloriei por ter mais tempo que alguém na Ordem, e devo parar de ser orgulhoso.

Não vou sair da Maçonaria porque quando chego atrasado a Sessão quero que todos entendam o meu motivo, e por ignorante que sou não sou capaz de entender o motivo do outro.

Não vou sair da Maçonaria porque percebi que ela é muito mais importante que seus ritos, e não existem ritos melhores ou piores.

Não vou sair da Maçonaria porque devo parar de reparar nos Irmãos que chegam de terno amassado, e devo ficar feliz por que mesmo de balandrau meu Irmão veio a Sessão.

Não vou sair da Maçonaria porque eu também falto as Sessões e muitos Irmãos me Ligam. Perguntando por que eu faltei. E eu alguma vez já fiz isso?

Não vou sair da Maçonaria porque tenho que parar de criticar meus Irmãos que estão ali mais preocupados como segundo tempo, pois eu também participo e devo recusar os convites já que acho que tão errado nos outros, e mesmo que eu não vá, jamais criticá-los.

Não vou sair da Maçonaria  porque eu também sou responsável pelo presente, objetivando o futuro e devo fazer a diferença onde estou.

Não vou sair da Maçonaria porque não estou ali por causa de seus dirigentes, e se os mesmos falham devo ajudá-los com sugestões e apontamentos de saída dos problemas e não apenas criticá-los.

Não vou sair da Maçonaria porque não devo fazer fofocas de Irmãos, ou não participar de fofocas.

Não vou sair da Maçonaria porque devo ajudar meus Irmãos e estar sempre à disposição e a serviço do outro, e não apenas esperar que os outros fizessem por mim;

Pensando bem eu acreditava que o problema estava-nos outros mas eu cometia todos os vícios que pensava não tê-los, e por isso não vou sair da Maçonaria, porque eu devo sentir em mim ser objetivo de mudança, nunca desistir, quantas vezes queremos tirar os ciscos dos olhos dos outros e não vemos a trave nos nossos olhos. Os problemas muitas vezes estão na gente e não nos outros, às vezes a mudança parte de nós, e a culpa estava em mim e não nos outros.

Por isso não vou sair da Maçonaria, vou trabalhar a pedra bruta que atrapalha meu coração de ser paciente, tolerante, prestativo e compreensivo com meus Irmãos, para servir a sociedade de Maneira Justa e Perfeita, para que ela seja também um reflexo meu, e se ela precisar de mudanças é sinal que eu também preciso de mudanças, e Já que o Grande Arquiteto Do Universo é Deus, devo acreditar mais nele, para que sejamos cada vez melhores e mais fraternos.


Um Tríplice e Fraternal Abraço,


Vítor Andrade
Prof. de História / Pós Graduando em História da Maçonaria
Obreiro da A.’.R.’.L.’.S.’.Universitária Verdade e Evolução 3492

Recebi esse email do Ir.: Rochinha

Postado pelo Ir.: Cicero Carvalho