-Um amigo curioso por ver que todas as vezes,
que o japonês voltava da pescaria, vinha
cheio de peixes; resolve indagar.
-O senhor Hiro, que tipo de isca o
senhor usa pra pescar?
- E o japonês respondeu:
- Taron!
- Taron? que bicho é esse?
- Pergunta o amigo.
- Taron de cheque!!!!!!!!!
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Duplique a vida util da bateria do seu notbook
01 - Baterias de Li-íon (notebooks atuais) não causam efeito memória. (famoso vicio de bateria)
02 - Somente as baterias de NiMn e NiCd têm efeito memória.
03 - A vida útil de uma bateria de note varia de 500 a 800 ciclos de carga/descarga. (feita para durar de 2 a 3 anos com uso racional, claro)
04 - Uso intenso da bateria, por exemplo, executivos, vendedores externos, a vida dela não deve passar de 1 ano devido ao grande volume de ciclos carga/descarga.
05 - Nunca dê carga na bateria e retire do note pra guardar por muito tempo, ou seja, mais de 2 meses (quando voltar pra pegar e usar ela no laptop, corre o risco de ter perdido a capacidade de carga de antes).
06 - Nunca descarregue totalmente a bateria do note e guarde também. A bateria guardada vai perder o restinho de carga e pode chegar a 0%. Se chegar, adeus - Não pega mais carga.
07 - No entanto, uma bateria nunca deve perder totalmente sua carga. Senão vc não consegue "ressucitar" ela com o carregador (Adaptador AC).
08 - Quando o windows avisar que a bateria deve ser carregada, deixe ela chegar até 1% e só depois coloque o carregador ou então deixe finalizar as tarefas e ponha o carregador novamente.
09 - Quando for usar o note, repare se a ultima vez que usou e desligou, ele estava com carga total + de 98% (usando Corrente Alternada - CA, ou seja, no carregador).
10 - Se sim, ligue o note no carregador e use normalmente.
11 - Se não, continue a usar na bateria e aguarde até que ela descarregue próximo de 1%.
12 - NÃO FAÇA CARGA/DESCARGA DA BATERIA TODO DIA!!!! A não ser que seu trabalho induza a isso. Você estará reduzindo os ciclos de carga/descaga da bateria. A vida útil cai.
13 - Se tiver oportunidade no local de usar a corrente alternada (na tomada), opte por isso.
14 - Faça DESCARGA/CARGA na Bateria pelo menos 1 vez por mês.
15 - Lembre-se ela é feita pra durar de 2 a 3 anos... (exclui-se os casos de uso intenso em ambientes externos. Nesse caso, usa-se uma bateria sobressalente)
16 - Deu queda de energia de mais de 1 minuto?? Então retire o cabo de força do note e use NA BATERIA até esgotar próximo de 1%.
17 - Ficar retirando e colocando a bateria do note pode causar degastes no cotato bateria/note. E com isso, ela poderá também ficar folgada futuramente na carcaça do note gerando mau contato entre as partes da bateria e do laptop.
18 - Pode-se também seguir uma sistemática de uso assim:
- use a bateria do notebook até uns 20% sobrando de carga.
- retire a bateria do notebook e guarde na pasta com esta carga.
- vá usando o laptop apenas no carregador durante a semana.
- nos fins de semana ou na segunda-feira, coloque a bateria e use-a descarregando aqueles 20% que estavam guardados.
- Carregue novamente até dar 100% e depois descarregue atingindo dos 20%.
- guarde novamente a bateria na e volte a usar no adaptador AC durante a semana.
- vai repetindo o processo de semana em semana.
19 - Ao final de 1 ano, sua bateria deverá ter completado apenas uns 50 ciclos de carga/descarga. Somando aí os trabalhos EXTERNOS com o note, você estará consumindo no mais ou menos uns 200 ciclos de carga/descarga em 1 ano
02 - Somente as baterias de NiMn e NiCd têm efeito memória.
03 - A vida útil de uma bateria de note varia de 500 a 800 ciclos de carga/descarga. (feita para durar de 2 a 3 anos com uso racional, claro)
04 - Uso intenso da bateria, por exemplo, executivos, vendedores externos, a vida dela não deve passar de 1 ano devido ao grande volume de ciclos carga/descarga.
05 - Nunca dê carga na bateria e retire do note pra guardar por muito tempo, ou seja, mais de 2 meses (quando voltar pra pegar e usar ela no laptop, corre o risco de ter perdido a capacidade de carga de antes).
06 - Nunca descarregue totalmente a bateria do note e guarde também. A bateria guardada vai perder o restinho de carga e pode chegar a 0%. Se chegar, adeus - Não pega mais carga.
07 - No entanto, uma bateria nunca deve perder totalmente sua carga. Senão vc não consegue "ressucitar" ela com o carregador (Adaptador AC).
08 - Quando o windows avisar que a bateria deve ser carregada, deixe ela chegar até 1% e só depois coloque o carregador ou então deixe finalizar as tarefas e ponha o carregador novamente.
09 - Quando for usar o note, repare se a ultima vez que usou e desligou, ele estava com carga total + de 98% (usando Corrente Alternada - CA, ou seja, no carregador).
10 - Se sim, ligue o note no carregador e use normalmente.
11 - Se não, continue a usar na bateria e aguarde até que ela descarregue próximo de 1%.
12 - NÃO FAÇA CARGA/DESCARGA DA BATERIA TODO DIA!!!! A não ser que seu trabalho induza a isso. Você estará reduzindo os ciclos de carga/descaga da bateria. A vida útil cai.
13 - Se tiver oportunidade no local de usar a corrente alternada (na tomada), opte por isso.
14 - Faça DESCARGA/CARGA na Bateria pelo menos 1 vez por mês.
15 - Lembre-se ela é feita pra durar de 2 a 3 anos... (exclui-se os casos de uso intenso em ambientes externos. Nesse caso, usa-se uma bateria sobressalente)
16 - Deu queda de energia de mais de 1 minuto?? Então retire o cabo de força do note e use NA BATERIA até esgotar próximo de 1%.
17 - Ficar retirando e colocando a bateria do note pode causar degastes no cotato bateria/note. E com isso, ela poderá também ficar folgada futuramente na carcaça do note gerando mau contato entre as partes da bateria e do laptop.
18 - Pode-se também seguir uma sistemática de uso assim:
- use a bateria do notebook até uns 20% sobrando de carga.
- retire a bateria do notebook e guarde na pasta com esta carga.
- vá usando o laptop apenas no carregador durante a semana.
- nos fins de semana ou na segunda-feira, coloque a bateria e use-a descarregando aqueles 20% que estavam guardados.
- Carregue novamente até dar 100% e depois descarregue atingindo dos 20%.
- guarde novamente a bateria na e volte a usar no adaptador AC durante a semana.
- vai repetindo o processo de semana em semana.
19 - Ao final de 1 ano, sua bateria deverá ter completado apenas uns 50 ciclos de carga/descarga. Somando aí os trabalhos EXTERNOS com o note, você estará consumindo no mais ou menos uns 200 ciclos de carga/descarga em 1 ano
O Documento mais Antigo da Maçonaria
O mais antigo documento comprovadamente maçônico no mundo é conhecido como “Carta de Bolonha” e data de 1248. Seu nome original é “Statuta et Ordinamenta Societatis Magistrorum Tapia et Lignamilis”. Foi redigido originalmente em latim por um escrivão público, sob ordem do Prefeito de Bolonha, Bonifaci di Cario, no dia 08 de Agosto de 1248. Em seu conteúdo fica claro que essa Maçonaria Operativa Italiana já era tradicional, antiga, contendo sólida estrutura e hierarquia, bem anterior à data de registro da Carta.
Reflitamos: Bolonha fica a pouco mais de 300Km de distância de Roma. Há alguma razão para duvidarmos de que essa antiga Associação de Construtores de Bolonha seja a evolução de uma das principais Guildas Romanas?
A Carta de Bolonha é anterior em 142 anos ao “Poema Regius” (1390), 182 anos ao “Manuscrito de Cooke” (1430), 219 anos ao “Manuscrito de Estrasburgo” reconhecido no Congresso de Ratisbona de 1459 e autorizado pelo Imperador Maximiliano em 1488, e 59 anos ao “Preambolo Veneziano dei Taiapiera” (1307). Todos esses documentos maçônicos antigos não somente comprovam a existência da Maçonaria Operativa e sua evolução histórica, mas principalmente sua evolução social, incluindo a atenção especial de reis e o interesse crescente de intelectuais e nobres.
A Carta possui anexos. Entre eles, conserva-se uma “lista de matrícula” registrada em 1272, que contém 371 nomes de Mestres Maçons (Maestri Muratori), dos quais 2 eram escrivães públicos, outros 2 eram freis e 6 eram nobres. Essa é a prova histórica mais clara de que, em pleno século XIII, a transformação da Maçonaria de Operativa em Especulativa já estava iniciada.
A existência desses e de outros documentos antigos descartam completamente as teorias de que a Maçonaria teria nascido com o fim da Ordem dos Templários ou quando da Revolução Francesa ou mesmo com o Iluminismo. Os documentos comprovam que a Maçonaria é bem anterior ao século XIII e reforçam a teoria da origem egípcia, aprendida pelos judeus quando em cativeiro no Egito, e espalhada ao mundo quando os descendentes desses estavam sob domínio e influência romana, incorporados nas Guildas.
A “Carta de Bolonha” confirma o texto das Constituições de Anderson, 1723, quando Anderson diz tê-las redigido após consultar antigos estatutos e regulamentos da Maçonaria Operativa da Itália, Escócia e Inglaterra. Revisando o texto do “Statuta et ordinamenta societatis magistrorum tapia et lignamiis”, não resta a menor dúvida de que este foi um dos estatutos e regulamentos consultados por Anderson para redigir a Constituição da nossa Maçonaria Especulativa.
O documento anexo à Carta, datado de 1257, informa ainda que foi decidida a separação entre os “Mestres do Muro” e os “Mestres da Madeira”, que até então eram uma única Corporação, mas separados desde antes nos trabalhos das correspondentes Assembléias tendo, porém, os mesmos Chefes. Esse é um fortíssimo indício de quando e como surgiu a Maçonaria Carbonária.
Fica evidente que a Carta de Bolonha é um dos documentos históricos mais importantes da nossa Sublime Instituição, e fica mais do que comprovada a presença dos “Aceitos” na Maçonaria dos “Antigos e Livres” a pelo menos 800 anos atrás, em co-existencia com a Ordem Templária.
Retirado de "O Esquadro"
Reflitamos: Bolonha fica a pouco mais de 300Km de distância de Roma. Há alguma razão para duvidarmos de que essa antiga Associação de Construtores de Bolonha seja a evolução de uma das principais Guildas Romanas?
A Carta de Bolonha é anterior em 142 anos ao “Poema Regius” (1390), 182 anos ao “Manuscrito de Cooke” (1430), 219 anos ao “Manuscrito de Estrasburgo” reconhecido no Congresso de Ratisbona de 1459 e autorizado pelo Imperador Maximiliano em 1488, e 59 anos ao “Preambolo Veneziano dei Taiapiera” (1307). Todos esses documentos maçônicos antigos não somente comprovam a existência da Maçonaria Operativa e sua evolução histórica, mas principalmente sua evolução social, incluindo a atenção especial de reis e o interesse crescente de intelectuais e nobres.
A Carta possui anexos. Entre eles, conserva-se uma “lista de matrícula” registrada em 1272, que contém 371 nomes de Mestres Maçons (Maestri Muratori), dos quais 2 eram escrivães públicos, outros 2 eram freis e 6 eram nobres. Essa é a prova histórica mais clara de que, em pleno século XIII, a transformação da Maçonaria de Operativa em Especulativa já estava iniciada.
A existência desses e de outros documentos antigos descartam completamente as teorias de que a Maçonaria teria nascido com o fim da Ordem dos Templários ou quando da Revolução Francesa ou mesmo com o Iluminismo. Os documentos comprovam que a Maçonaria é bem anterior ao século XIII e reforçam a teoria da origem egípcia, aprendida pelos judeus quando em cativeiro no Egito, e espalhada ao mundo quando os descendentes desses estavam sob domínio e influência romana, incorporados nas Guildas.
A “Carta de Bolonha” confirma o texto das Constituições de Anderson, 1723, quando Anderson diz tê-las redigido após consultar antigos estatutos e regulamentos da Maçonaria Operativa da Itália, Escócia e Inglaterra. Revisando o texto do “Statuta et ordinamenta societatis magistrorum tapia et lignamiis”, não resta a menor dúvida de que este foi um dos estatutos e regulamentos consultados por Anderson para redigir a Constituição da nossa Maçonaria Especulativa.
O documento anexo à Carta, datado de 1257, informa ainda que foi decidida a separação entre os “Mestres do Muro” e os “Mestres da Madeira”, que até então eram uma única Corporação, mas separados desde antes nos trabalhos das correspondentes Assembléias tendo, porém, os mesmos Chefes. Esse é um fortíssimo indício de quando e como surgiu a Maçonaria Carbonária.
Fica evidente que a Carta de Bolonha é um dos documentos históricos mais importantes da nossa Sublime Instituição, e fica mais do que comprovada a presença dos “Aceitos” na Maçonaria dos “Antigos e Livres” a pelo menos 800 anos atrás, em co-existencia com a Ordem Templária.
Dito por um Sábio "A mulher Ideal"
Esta é a história de uma das mulheres mais castas do planeta. Muitos sábios a mencionam como exemplo da mulher ideal a ser seguido.
Havia um rei chamado Asvapati, que tinha uma filha tão formosa e meiga, que lhe deram o nome de Savitri, que está ligado a uma oração sagrada dos Vedas. Quando era jovem e seguindo os costumes ksatryas, seu pai mandou-lhe escolher seu marido. Savitri aceitou o conselho de seu pai. A carruagem real, acompanhada de uma brilhante escolta e antigos potentados que dela cuidavam, visitou várias cortes vizinhas e outros reinos distantes, sem que nenhum príncipe conseguisse sensibilizar seu coração.
Aconteceu que a comitiva passou por uma ermida localizada em um daqueles bosques da Índia antiga, no qual a caça era proibida, de sorte que os animais que ali viviam tinham perdido todo o medo do homem e até os peixes dos lagos apanhavam com a boca migalhas de pão, que lhes eram dadas com as mãos. Havia milhares de anos que não se matava nenhum ser daquele bosque; os sábios e anciãos desgostosos do mundo lá se retiravam, a fim de viverem em companhia dos cervos e das aves, entregando-se à meditação e aos exercícios espirituais pelo resto de suas vidas.
Nesta época, um rei chamado Dyumatsena, já velho e cego, vencido e destronado por seus inimigos, refugiou-se no bosque fechado com sua esposa rainha e seus filhos, dos quais o mais velho se chamava Satyavan. O rei e sua família ali viviam de forma ascética, em rigorosa penitência.
Na Índia antiga, era costume que todo rei ou príncipe, por mais poderoso que fosse, ao passar pela ermida de um varão sábio e santo retirado do mundo, ali se detivesse para tributar-lhe homenagens; tais eram o respeito e a veneração que os reis prestavam aos yogis e rishis.
O mais poderoso monarca da Índia sentia-se honrado, quando podia demonstrar sua descendência de algum yogi ou rishi que tivesse vivido no bosque, alimentando-se de frutas e raízes e coberto de andrajos.
Assim, quando se aproximavam a cavalo de alguma ermida, apeavam muito antes de chegar a ela e andavam a pé até o local onde estava o eremita. Quando viajavam de carruagem ou armados, também desciam e desvencilhavam-se de seus paramentos militares e depois entravam na ermida, pois era costume que ninguém entrasse naqueles retiros ou ashramas sagrados com armamentos militares, mas sim com uma atitude serena, pacífica e humilde.
Fiel ao costume, Savitri entrou na ermida do bosque sagrado e, ao ver Satyavan, filho do rei destronado e eremita, ficou profundamente apaixonada por ele. Antes, ela havia desprezado os príncipes de todas as cortes e unicamente o filho do destronado Dyumatsena havia lhe arrebatado o coração.
Quando a comitiva voltou à corte, o rei Asvapati perguntou à filha:
- Diz-me, Savitri querida, vistes alguém digno de ser teu esposo?
- Sim, pai querido – respondeu Savitri, ruborizada.
- Qual é o nome do príncipe?
- Já não é príncipe, meu pai, porque é filho do rei Dyumatsena, que perdeu o seu reino. Não tem patrimônio e vive como um sannyasi no bosque, colhendo ervas e raízes para alimentar-se e manter seus velhos pais, com os quais mora numa cabana.
Ao ouvir o relato dos lábios de sua filha, o rei Asvapati consultou o sábio Narada, que se achava presente. Narada declarou que aquela escolha era o mais funesto presságio que a princesa poderia ter. O rei pediu a Narada que explicasse os motivos de sua declaração e ele respondeu:
- Daqui a um ano este jovem morrerá.
Aterrorizado por este vaticínio, o pai disse à filha:
- Pensa, Savitri, que este jovem que escolhestes morrerá dentro de um ano e ficarás viúva. Desiste da escolha, filha minha; não te cases com um jovem de tão curta vida.
Contudo, Savitri respondeu:
- Não importa, meu pai. Não me peças que me case com outro e sacrifique a castidade da minha mente, porque em meu pensamento e coração, amo o valente e virtuoso Satyavan e o escolhi para esposo. Uma donzela escolhe uma só vez e jamais quebra sua fidelidade.
Ao vê-la tão decidida, o pai resignou-se à vontade de Savitri que, desta forma, casou-se com o príncipe Satyavan e deixou tranqüilamente o palácio do seu pai para viver na cabana do bosque com o eleito do seu coração, ajudando-o a sustentar seus velhos pais. Embora Savitri soubesse quando seu marido iria morrer, sobre isto guardou estrito segredo.
Todos os dias, Satyavan entrava no bosque para colher frutas, flores e reunir feixes de lenha, voltando com a carga para a cabana, onde sua esposa preparava sua refeição.
Assim transcorria o tempo, até que três dias antes da data fatal, a moça resolveu passar três dias e três noites em completo jejum e fervorosas orações, sem deixar transparecer sua angústia e ocultando suas lágrimas. Finalmente, amanheceu o dia marcado pelo presságio e, não querendo perder de vista seu marido nem por um momento, Savitri solicitou e obteve dos seus pais permissão para acompanha-lo, quando ele saísse para a colheita diária de ervas, raízes e frutas silvestres no interior do bosque. Assim foi feito.
Estavam os dois no bosque quando, com voz enfraquecida, Satyavan queixou-se à sua esposa dizendo:
- Querida Savitri, sinto-me aturdido, meus sentidos se esvaem e o sono me invade. Deixa-me repousar um pouco ao teu lado.
Trêmula e assustada, Savitri replicou:
- Meu amado, vem e repousa tua cabeça em meu colo.
Satyavan reclinou a cabeça ardente no colo de sua esposa e, instantes depois, exalou seu último suspiro.
Abraçada ao cadáver do seu marido, desfeita em lágrimas, Savitri permaneceu na solidão do bosque, sentada no chão, até que chegaram os emissários da morte para levar a alma de Satyavan.
No entanto, nenhum deles pode acercar-se do local onde estava Savitri com o cadáver de Satyavan, porque ardia um círculo de fogo que rodeava a união formada pela vivente e seu marido morto.
Por esta razão, os emissários voltaram até onde se encontrava Yamaraja, o semideus da morte, e explicaram-lhe porque não puderam trazer a alma de Satyavan.
Assim sendo, Yamaraja foi pessoalmente ao bosque e, como era um semideus, conseguiu atravessar sem perigo o círculo de fogo e aproximar-se do local em que estava Savitri. Lá chegando, disse a ela:
- Minha filha, entrega-me este cadáver, pois já sabes que a morte é o destino de todo mortal. A morte é o destino irrevogável do homem.
Savitri deixou o cadáver do seu marido e Yamaraja, tirando-lhe a alma, com ela se afastou; porém, não havia andado muito, quando ouviu atrás de si passos sobre as folhas secas. Ao voltar-se, viu Savitri, a quem disse com paternal ternura:
- Savitri, minha filha, por que me segues? Este é o destino de todos os mortais.
Savitri respondeu:
- Não sigo a ti, senhor meu, porque o destino da mulher é ir onde seu amor a leva; a lei eterna não separa o amoroso esposo da fiel esposa.
Então Yamaraja disse:
- Pede-me a graça que quiseres, menos a vida do teu marido.
Ao que ela respondeu:
- Se desejas outorgar-me uma graça, Ó semideus da morte, peço-te que devolvas a vista de meu sogro e que ele seja feliz.
Yamaraja replicou:
- Cumpra-se teu piedoso desejo, respeitosa filha.
E ele seguiu seu caminho com a alma de Satyavan. Novamente ouvindo passos, voltou-se e viu que Savitri ainda o acompanhava.
- Savitri, minha filha, ainda me segues?
- Sim, meu senhor; nada posso fazer, pois embora me esforce por voltar, a mente corre atrás do meu marido e o corpo obedece. Tens a alma de Satyavan e como sua alma também é minha, meu corpo a acompanha.
Então, Yamaraja disse:
- Agradam-me tuas palavras, formosa Savitri. Pede-me outra graça, menos a vida do teu marido.
- Se vos dignares a conceder-me outra graça, faze com que meu sogro recupere seu reino e suas riquezas.
- Concedo-te, filha amorosa, mas volta para seu lugar, porque nenhum ser vivente pode andar em companhia de Yamaraja.
E o semideus da morte seguiu seu caminho.
Contudo, Savitri insistia em acompanha-lo e, voltando-se, Yamaraja com ela dialogou:
- Nobre Savitri, não me sigas com tua dor sem esperança.
- Não tenho remédio, senão ir para onde levas meu marido.
- Suponha, Savitri, que teu marido foi um perverso e que o levo para o inferno. Irias acompanhar teu marido?
- Iria alegre para onde ele fosse, quer na vida, quer na morte, seja no céu, seja no inferno.
- Benditas sejam tuas palavras, minha filha. Deixaste-me comovido. Pede-me outra graça, que não seja a vida de teu marido.
- Pois, já que me permites pedir-vos, faze com que não se quebre a régia estirpe do meu sogro e que seu reino seja herdado pelos filhos de Satyavan.
Yamaraja sorriu e disse:
- Filha minha, teu desejo será cumprido. Aqui tens a alma do teu marido. Ele voltará a viver e será pai dos teus filhos que, com o tempo, serão reis. Volta para tua casa. O amor triunfou sobre a morte. Jamais mulher alguma amou como tu e és a prova de que até eu, o semideus da morte, nada posso contra a força de um verdadeiro e perseverante amor!
Srila Prabhupada também contava esta história e sempre que se quer falar do exemplo de uma esposa ideal, os sábios contavam a história de Savitri, uma das mulheres mais castas e virtuosas da cultura védica.
Um Proverbio Chines
"Eu estava furioso por não ter um sapato; então encontrei um homem que não tinha os pés e me dei por satisfeito"
A Maçonaria e a Solidariedade
A Solidariedade é uma das marcas características do Homem, que o distingue das demais criaturas porque brota de seu íntimo e se origina da Lei Natural impressa pelo Criador em seu espírito. Basta atentarmos para as incontáveis tragédias que diuturnamente os meios de comunicação de massa nos colocam diante dos olhos. Em meio aos quadros terríveis, alguns dantescos, invariavelmente aparecem, como anjos de misericórdia, aqueles que doam-se a si mesmos para minorar os sofrimentos alheios, às vezes sob o risco ou até mesmo com o sacrifício de suas próprias vidas.
Se formos ao dicionário, encontraremos como definição que Solidariedade é: “Adesão ou apoio, no sentido moral, à causa, empreendimentos, princípios, etc., de outros de tal forma que um indivíduo se vincula à vida, aos interesses e às responsabilidades de um grupo social, de uma nação ou da humanidade como um todo.”
Se nos voltarmos, agora, para a instituição maçônica veremos que nela a Solidariedade constitui uma das colunas mestras de sua construção, dada a universalidade da Ordem. É por meio desse sentimento que nos unimos, em espírito, a outros Irmãos Maçons, inclusive àqueles de cuja existência sequer temos conhecimento mas com quem, a cada dia, do meio-dia à meia-noite, trabalhamos espiritualmente para construir a Paz e erguer o Templo da Fraternidade Universal.
Como diz a Quinta Instrução de Aprendiz, a Solidariedade é o laço que nos une e nos fortalece na luta incansável e ininterrupta que devemos manter contra os inimigos magnos da felicidade do Homem. Mas, ainda que exaltada dentro da Ordem, ela não pode ser praticada apenas dentro do universo maçônico e deixada de lado na vida profana. Isso seria uma incoerência, porque antes de sermos Maçons somos irmãos universais, independente de nossas nacionalidades, cor, crença política ou religiosa.
Se um semelhante nosso sofre, quem quer que seja ou onde esteja, nossa natureza comum de filhos do mesmo Pai deveria nos irmanar nesse mesmo sofrimento. Mas, é justamente aí, na visão do sofrimento que se tornam nítidos os dois lados contraditórios do problema: Luz e Trevas. Por que, diante de tragédias dos últimos anos, como as de Biafra, Ruanda, Angola, Zaire, África do Sul, Bósnia, para citar apenas algumas das mais cruentas, se vemos exemplos da mais exaltada Solidariedade de um lado, de outro também se destaca uma fria Indiferença de tantas pessoas e mesmo nações?
O monstro de crueldade, Stalin, que durante tantos anos dirigiu com mão de aço a União Soviética, disse certa vez que “uma morte é tragédia, mas milhões são apenas uma estatística” e a realidade do mundo de hoje continua dando razão àquela afirmação de crueza inaudita. Quando o sofrimento se torna, apesar de concreto, uma mera abstração que desaparece ao apertar do botão da televisão ou do fechamento da página do jornal nós nos separamos dele, deixando de vê-lo sob a ótica da Lei Natural. Não nos irmanamos, pois, não o sentimos como nosso também; nos alienamos dele, simplesmente.
Ao longo de minha vida, tanto profana como maçônica, tive a oportunidade de me deparar com inúmeras abordagens, textos e concepções sobre a Solidariedade, alguns superficiais, outros por demais filosóficos mas, alguns também de conteúdo maravilhoso e inspirador. Dentre esses, lembro-me bem deste que se segue e que reproduzo na esperança de que sirva para alimentar a chama da Fraternidade e da Solidariedade em nossos corações, única forma de nos sentirmos verdadeiramente unidos e irmanados com todos os que sofrem e choram na solidão gelada em que são colocados pelo desamor.
“Um discípulo chegou-se a seu Mestre e perguntou-lhe:
- Mestre, qual a diferença entre o Céu e o Inferno?
Respondeu-lhe o Mestre:
- Vi um grande monte de arroz, cozido e preparado como alimento. Ao redor dele estavam muitos homens famintos. Eles não podiam se aproximar do arroz, mas possuíam longos palitos de dois a três metros de comprimento. Pegavam, é verdade, o arroz mas não conseguiam levá-lo à própria boca porque os palitos eram muito longos. E assim, famintos e moribundos, embora juntos, permaneciam solitários curtindo uma fome eterna diante daquela inesgotável fartura.
Isso era o Inferno.
Isso era o Inferno.
- Vi outro grande monte de arroz, cozido e preparado como alimento. Ao redor dele estavam muitos homens famintos, mas cheios de vitalidade. Eles não podiam se aproximar do arroz, mas possuíam longos palitos de dois a três metros de comprimento. Pegavam, é verdade, o arroz mas não conseguiam levá-lo à própria boca porque os palitos eram muito longos. Mas, com seus longos palitos, ao invés de levá-los à própria boca serviam-se uns aos outros o arroz e assim saciavam sua imensa fome, numa grande comunhão fraterna, juntos e Solidários.
Isso era o Céu.”
Reflitamos um pouco sobre o que essa parábola oculta em sua linguagem figurada e se o mundo hoje não é, em grande parte, aquele primeiro grupo de homens, juntos mas solitários, padecendo de fome diante da fartura. Ao depararmos com o sofrimento, o que sentimos? O aguilhão da culpa, por nada fazermos, ou uma identificação?
De nada serve racionalizar o problema, dizendo: “Não posso fazer nada. Esse problema está muito longe e não tenho como ir até lá” ou “Faço o que posso com quem está mais próximo de mim e sempre contribuo com o Tronco de Beneficência de minha Loja”. Pode-se fazer mais, sim.
Pode-se estender a ponte e compartilhar o sofrimento em espírito. Pode-se erguer os olhos para o Senhor da Compaixão e orar, em união com todo o sofrimento do mundo.
Se sou Solidário apenas porque uma regra me diz que devo sê-lo que mérito há nisso, se até uma criança é capaz de seguir regras, ainda que não saiba discernir o seu conteúdo? Se sou Solidário apenas com quem está mais próximo de mim, o que estou realizando se até mesmo os animais são capazes de defender os seus?
Cada um de nós recebeu, embutida no espírito pelo Criador, a semente da Solidariedade. Ela está dentro de nós mas não lhe damos um solo, não a irrigamos, não nos tornamos jardineiros. Carregamos a semente adormecida, encerrada em uma cela; não a colocamos na terra. Temos medo que ela morra, o que é verdadeiro num certo sentido pois morrer ela precisa para que a árvore nasça. Cada desabrochar é morte e nascimento e a semente tem que morrer mas é precisamente por isso que temos medo, porque protegemos a semente.
Diz uma história oriental que certo rei tinha três filhos, todos fortes e talentosos e estava indeciso e confuso quanto a qual deles entregar o reino. Assim, chamou um Mestre e perguntou-lhe o que deveria fazer para resolver o impasse. O Mestre aconselhou-o a sair em uma longa viagem deixando com cada filho uma determinada quantidade de sementes de uma flor muito rara e dando-lhes instruções para que as preservassem o mais cuidadosamente possível, eis que suas vidas dependeriam disso. Satisfeito com o conselho do Mestre, o rei procedeu como lhe fora dito e partiu em viagem.
-O filho mais velho era mais experiente nas coisas do mundo e calculou que o melhor seria guardar as sementes a salvo e assim poder devolvê-las a seu pai, intactas. Assim pensou e assim fez. Colocou-as em um cofre e pendurou a chave em uma corrente que levava permanentemente presa ao pescoço.
-O segundo filho calculou que sendo as sementes de uma flor muito rara, deveria vendê-las e fazer um bom dinheiro. Quando o pai retornasse, compraria outras sementes novas pois ninguém saberia dizer a diferença. Assim pensou e assim fez.
-O terceiro filho era menos experiente nas coisas do mundo e mais inocente e calculou que as sementes deveriam ter um significado. Pensou consigo mesmo, “As sementes existem para crescer. A própria palavra já tem o sentido de Origem, o que indica que ela é uma busca e a menos que se torne algo, não tem significado. Ela é como uma ponte que se tem que atravessar”. Assim pensou e assim fez. Foi ao jardim do palácio e plantou as sementes.
Após uma longa ausência, retornou o rei e quis logo saber das sementes, mandando chamar os filhos à sua presença.
-O mais velho pensou que o mais novo iria ficar muito mal perante o pai, porque destruíra as sementes; e o mesmo se daria com o segundo, porque as vendera. Mas, o mais novo não estava preocupado em vencer, apenas em preservar as sementes e isso só conseguira quando entendera que elas precisavam morrer e depois renascer, para dar novas sementes.
-O rei chamou o mais velho e disse-lhe: “És um estúpido e por isso perdeste o reino, porque uma semente só pode ser preservada se tem a oportunidade de morrer no solo, se tem a oportunidade de renascer”.
Ao segundo filho disse: “Agiste melhor que teu irmão mais velho, mas também perdeste o reino, ainda que tenhas compreendido que as sementes envelheceriam. Mas, a quantidade não mudaria. Quando a semente é preservada, multiplica-se por milhões”.
Ao terceiro filho disse: “É teu o reino, porque soubeste compreender, na inocência, a mensagem que antes dos tempos já te fora dada pelo Criador”.
O ÂNGULO DO COMPASSO NA MAÇONARIA
Um leitor enviou um interessante questionamento:
“Qual o ângulo em que deve ser aberto o Compasso e por quê?”
Antes de tratar do tema especificamente, devemos nos lembrar que os símbolos não são fórmulas fixas, variando de formas e significados conforme o tempo e as culturas e, no caso maçônico, também conforme os “achismos” dos ritualistas e autores. Por esse motivo, pode-se encontrar significados e explicações diferentes para um determinado símbolo maçônico conforme variações de país, obediência, rito, época, etc.
No caso do ângulo de abertura do Compasso, você encontrará por aí várias opções, cada uma com sua respectiva teoria e seus defensores:
- O compasso aberto em 45° nos três graus simbólicos;
- O compasso aberto em 60° nos três graus simbólicos;
- O compasso aberto em 72° nos três graus simbólicos.
- O compasso aberto em 30° no Ap, em 45° no Comp, e em 60° no Mestre;
- O compasso aberto em 30° no Ap, em 60° no Comp, e em 90° no Mestre;
Veja que os ângulos variam entre 30° e 90°. Será que há algum motivo oculto para isso? Nenhum, além do fato que em menos de 30° ou mais de 90° o desenho do Compasso com o Esquadro fica um tanto quanto desarmônico!
Você poderá encontrar vários diferentes significados para o(s) ângulo(s) do Compasso. Segue os mais comuns:
- Teoria dos “30°, 45°, 60°”: representa o alcance do conhecimento humano. O Maçom aumenta seu intelecto conforme o grau, mas nunca ultrapassa 1/6 (60° em 360°), que seria o “limite humano”. - Em resumo, chamam o Aprendiz de retardado mental;
- Teoria dos “30°, 60°, 90°”: representa a relação do espírito com a matéria, em que o Aprendiz começa com o Compasso mais fechado, mostrando que a matéria está prevalecendo, e o Compasso vai se abrindo a cada grau, mas chegando ao máximo no ângulo da matéria (esquadro), de 90°. - Será que se abrir mais do que 90°, o maçom morre?!?;
- Teoria dos "72°": representa o ângulo interno das pontas do Pentagrama, símbolo presente na Estrela Flamígera e desvendado por Pitágoras. - Mas o Esquadro e o Compasso não têm juntos 06 pontas?.
Das teorias do Compasso com ângulo fixo nos três graus, a teoria de 60° é a mais forte, presente na maioria dos rituais e gravuras atuais. Essa teoria se reforça nas seguintes questões:
- É comum relacionar o símbolo do Esquadro e Compasso com o do Hexagrama (estrela de seis pontas), ou melhor, a Estrela de Davi, que é um símbolo muitas vezes relacionado ao GADU e ao Templo de Salomão. As 06 pontas do exagrama possuem o ângulo interno de 60°.
- O triângulo perfeito, que seria o símbolo maior da Maçonaria, com 3 lados iguais, é composto por 3 ângulos internos de 60°.
- Considerando o Esquadro como símbolo da retidão e o Compasso como símbolo da perfeição, o Esquadro forma o triângulo-retângulo, 90° (retidão), e o Compasso em 60° forma o triângulo-perfeito (perfeição).
Porém, apesar de mais coerente e comum, a teoria do ângulo de 60° não é a correta. Aliás, nenhuma pode ser considerada como a verdadeira, a original.
Infelizmente, vê-se na Maçonaria uma tendência em adicionar à nossa simbologia significados extras, ocultos, inexistentes. O Compasso é apenas mais um típico exemplo disso. Uma breve análise de gravuras maçônicas de Esquadro e Compasso do século XVIII e XIX, quando do nascimento das primeiras Obediências e Ritos, é o bastante para comprovar que não havia uma conformidade no ângulo de abertura do Compasso. O símbolo era sempre composto de um Compasso aberto e um Esquadro, mas pouco importando o ângulo do compasso que, conforme as gravuras, era sempre inexato: 32°, 44°, 56°, 64°, etc.
Enfim, essa preocupação “numerológica” é coisa bem mais recente, apenas outro "enxerto" em nossos rituais.
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